Como engajar pessoas colaboradoras a abraçar a diversidade e a inclusão?

Em meio aos crescentes debates sobre a responsabilidade social de empresas, a diversidade e a inclusão são tópicos centrais. Seja por promover a igualdade de oportunidades, estimular a inovação, combater preconceitos, impactar positivamente comunidades marginalizadas, esses temas estão cada vez mais na pauta do mundo corporativo.

Contudo, para garantir a efetividade de programas de Diversidade e Inclusão, é necessário que as organizações promovam o engajamento das pessoas colaboradoras em torno dessas questões. Afinal, se quem faz a empresa existir não é estimulado por esse discurso, por que outras pessoas deveriam ser?

Engajar colaboradores a abraçarem a diversidade é uma forma de garantir inclusão, pois permite que todos entendam que as diferenças existem e enriquecem o ambiente de trabalho.

Entendemos que choques culturais possam ocorrer, mas eles fazem parte do processo e é papel do RH trabalhar para minimizar os impactos negativos e os riscos que possam surgir. Neste artigo vamos tratar de formas para engajar as pessoas colaboradoras em prol da diversidade e inclusão para criar um ambiente saudável, inclusivo e diverso. 



Como engajar colaboradores a abraçarem a diversidade e inclusão nas empresas?

A equipe de Recursos Humanos precisa construir estratégias para engajar o time em uma cultura inclusiva e diversa. Para isso, existem ferramentas e estratégias que o setor pode utilizar. Veja alguns exemplos:

Início de tudo: as vagas afirmativas são apenas a porta de entrada

As vagas exclusivas para grupos minorizados têm como objetivo abrir as portas do mercado para segmentos da sociedade que, historicamente, são marginalizados. Porém, essa estratégia não deve vir isolada. 

Ao contratar pessoas negras, indígenas, trans ou com qualquer tipo de deficiência, todo o time deve estar pronto para recebê-las. Para isso, é fundamental despertar o pertencimento nos novos colaboradores, sem ele não há inclusão.

Logo, toda a corporação precisa entender a importância das ações afirmativas e ser educada para acolher as novas pessoas colaboradoras, de forma a  se sentirem confortáveis e seguras. 

Por exemplo, não adianta abrir vaga afirmativa para pessoas trans se, ao usar o banheiro em que ela se sente confortável, houver qualquer forma de discriminação.

Preze por uma cultura organizacional forte e transparente

Para preparar a equipe e desenvolver uma cultura organizacional inclusiva e diversa, é essencial que todos os valores sejam praticados no dia a dia de trabalho. Isso quer dizer que todas as ações, decisões e interações das lideranças e alta liderança com o time devem ser pautadas pela visão de mundo e sociedade que a corporação pretende ter.

Bater metas, ter lucro financeiro e focar no crescimento é o que movimenta a empresa, mas mais do que isso, como a equipe colaboradora alcança os resultados deve ser um ponto de atenção. Por exemplo, ao se tratar de uma empresa inclusiva, os processos seletivos e as campanhas de marketing precisam mostram isso de forma assertiva e autêntica.

Passou da época de a empresa vender uma imagem e ter uma cultura completamente diferente. A grande consequência disso é a insatisfação, quebra de valores e perda do pertencimento.

Os valores devem estar presentes em todo e qualquer momento. Assim, além de manter uma imagem positiva e idônea para o mercado, a cultura é reforçada, mostrando que a empresa não só fala, mas faz aquilo que prega.

Avalie o fit cultural nos processos de recrutamento e seleção

No processo de seleção de uma pessoa colaboradora é essencial que haja uma avaliação do fit cultural e das soft skills (as habilidades comportamentais). Encontrar pessoas que compartilhem dos mesmos valores e compreendam o papel da empresa na sociedade auxilia a promover uma cultura inclusiva.

Porém, a busca por fit cultural não significa contratar pessoas colaboradoras iguais. A visão de mundo da pessoa e os principais valores da empresa devem ser compartilhados, como o respeito à diversidade e o interesse na inclusão, mas que sejam pessoas únicas no que tange a perspectivas de vida e histórias de vida. 

A formação de um time que tenha entrosamento cultural e adote em suas vidas os mesmos valores pregados na corporação torna possível construir uma base corporativa sólida. A partir dela, o sentimento de pertencimento é compartilhado e assim garante a criação de  um ambiente profissional saudável, seguro e acolhedor.

Invista em treinamentos e capacitações sobre D&I para colaboradores

Ninguém nasce sabendo de tudo.

Por isso, lembre-se de preparar a equipe para que, depois, seja possível cobrar atitudes dela. Isso deve ser feito por meio de treinamentos e capacitações que tratem de temas como diversidade, inclusão e a criação de um ambiente capaz de receber pessoas diversas.

Essa estratégia deve ser aplicada o quanto antes. Não espere vagas afirmativas serem divulgadas para preparar o ambiente e o contexto. Quando as pessoas colaboradoras não estão prontas, o choque cultural pode gerar crises de relacionamento e imagem. 

Foi o que aconteceu com a rede Starbucks após a repercussão de um caso de racismo em uma de suas unidades. Em resposta, a rede fechou 8.000 lojas para realizar um treinamento com as equipes após um caso de racismo.

Não deixe que aconteça o mesmo com seu time, invista em preparação antecipadamente.

Olhe com atenção para quem conduz o barco: as lideranças

Parte de promover uma cultura sólida é mostrar que a empresa segue os valores pregados.  Por exemplo,  ter lideranças diversas. Dessa forma, fica claro que as vagas  afirmativas não são a etapa final, mas existe uma capacitação de pessoas colaboradoras negras, indígenas, pardas, LGBTQIAP+, para assumirem posições de liderança.

Pessoas de grupos minorizados enfrentaram dificuldades para entrar e se manter no mercado de trabalho durante muito tempo. Com os avanços em torno da responsabilidade social das empresas, essa realidade está mudando e é cada vez mais comum ver pessoas desses grupos ocupando postos de trabalho.

No entanto, ainda é necessário que haja um esforço para que elas ocupem cargos de alta liderança, uma vez que esse ponto é essencial para que haja uma transformação real. Além da representatividade, essas pessoas também podem ter uma visão mais profunda sobre os problemas que seus pares enfrentam e tem capacidade de agir de forma mais eficaz para lidar com eles.  

Olhar para quem lidera é um dos pontos citados pela Forbes para educar pessoas colaboradoras sobre diversidade.

Ofereça canais abertos para o diálogo entre colaboradores e lideranças

Comunicação. Essa é uma das palavras-chave quando o assunto é promoção de uma cultura inclusiva. Oferecer escuta ativa, canal de conversa e total acesso às pessoas colaboradoras é uma forma de mostrar que as lideranças e o RH estão unidos na luta pela criação de um ambiente de trabalho saudável.

Uma das formas de manter esse espaço de comunicação com as pessoas colaboradoras é implementar um canal de denúncias terceirizado. Uma ferramenta que ofereça anonimato para a pessoa denunciante e traga segurança para quem envie relatos de desvio de conduta.

Além disso, o setor de Recursos Humanos passa a ter todos os relatos reunidos em um só lugar, centralizando as informações recebidas e facilitando a estruturação de uma política de combate e responsabilização.

Para empresas que estão desenvolvendo ações para promover diversidade e inclusão e querem proporcionar mais segurança às equ, assim como monitorar casos de denúncia que podem impactar no relacionamento da equipe, o canal de denúncias é uma estratégia eficiente. 

Conheça mais sobre o papel de um canal de relatos no desenvolvimento de uma empresa mais diversa e inclusiva.



 
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